terça-feira, 27 de dezembro de 2011

2011 e meu doce mundo paralelo de cabeceira

Ah! a literatura um chão fértil e seguro que faz meu coração permanecer intacto diante de todo resto que não tem como escapar. Tenho a sorte de ter nascido obcecada pelas coisas belas de um mundo paralelo de encantamento literário, embora as sujas e feias façam parte do real, mesmo que a gente não queira, não perceba, elas entram sem bater e desestruturam. Por isso, num refúgio secreto vivo cercada por muros altíssimos onde só eu tenho acesso a um mundo isolado e lindo de palavras e histórias.
2011 foi um ano de imensa riqueza cultural, que me fortaleceu, extasiou e de certa forma até me amparou. Então, não poderia deixar de fazer minha restrospectiva , uma espécie de doce agradecimento a este mundo que embora seja o meu, está logo ali ao alcance de todos . Minha luminária foi a única testemunha de todo amor que senti na imaginação. Preparados? lá vai.

“Máquina de fazer espanhóis. Precisamos falar sobre o Kevin. A elegância do ouriço. A vendedora de fósforo. Trem noturno para Lisboa. As brasas. De verdade. Extremamente alto, incrivemente perto. Tudo se ilumina. É claro que você sabe do que estou falando. Divórcio em Buda. Belos e Malditos. O amor é um cão dos diabos. Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios. Fogo nas entranhas. Esta valsa é minha. Paris é uma festa. O sol também se levanta. A humilhação. Fabulário Geral do delirio cotidiano. Conversas com Woody Allen. O mundo pós aniversário. O triste fim do pequeno menino Ostra. Noites brancas. O remorso de Baltazar Serapião. Invisível. A biografia de Jonh Lennon. Poemas de Florbela Espanca. Morder-te o coração. A casa de Caryle e outros esboços. O Complexo de Portnoy. O único final feliz para uma história de amor é um acidente. A autobiografia de Alice B. Toklas. “

Devo estar esquecendo algum, mas sou compulsiva por várias coisas e a leitura é uma delas, não tenho como lembrar de tudo.
Livros são como amigos, impossível eleger o melhor porque cada um tem a sua importância (em determinado momento).
Que boas novas companhias me acompanhem em 2012.

(se der tempo ainda faço a de cinema que também foi vasta e acalentadora)
Mas ó: deu tempo de fazer muitas outras coisas também viu? rs